Home Artigos Especiais Explicando a teoria mais popular do jogo INSIDE

Explicando a teoria mais popular do jogo INSIDE

Compartilhe

Nesse artigo apresentarei a teoria mais famosa para explicar o que aconteceu no jogo INSIDE, um jogo que pode ser interpretado de diversas formas, as pessoas que o criaram não têm intenção de revelar o seu significado, o que resta para nós jogadores é somente imaginar.

Não conhece o jogo? Leia aqui uma análise completa dele sem spoilers, se você conhece os dois finais de INSIDE, continue lendo.

Se você somente conhece o final normal, leia logo abaixo como conseguir ele, mas mesmo que você saiba sobre ele, leia também para saber detalhes que talvez você não tenha notado.

Além de apresentar a teoria, eu farei algumas perguntas e tentarei justificar esse ponto de vista, mas saiba que essa teoria não é a que a autora desse artigo acredita ser a mais provável.

O segundo final de INSIDE

O segundo final de INSIDE pode ser obtido depois que você zera o jogo, para acessá-lo é necessário que durante a sua gameplay você tenha encontrado uns mecanismos em formatos de bolas e retirado a sua fonte de energia.

No início do jogo há uma parte onde o garoto passa por um campo de plantação de milho, nele haverá uma porta secreta no chão, ao entrar por ela você vai encontrar um pequeno abrigo subterrâneo, ele tem uma entrada no lado esquerdo e outra no lado direito.

o-abrigo-e-a-sala-de-investigacao-do-jogo-insideA entrada pela esquerda revela algo como uma sala de revelação de fotos que poderia ser uma sala de investigação, perto dela também há uma das bolas que devem ser desconectadas.

Na entrada da direita tem um dispositivo que você deve usar para inserir uma combinação, essa combinação foi feita através do som de uma música encontrada perto de algumas das bolas que foram desligadas, essa música é tocada sem parar e vai repetindo infinitamente, abaixo deixo a parte da música.

O código é: cima, cima, direita, esquerda, direita, direita, direita, cima, cima, cima, direita, esquerda, esquerda, esquerda.

O curioso é que você não necessariamente precisa começar pelas notas do código que passei, você pode começar por outras, desde que a ordem seja a mesma, exemplo: esquerda, esquerda, esquerda, cima, cima, direita, esquerda, direita, direita, direita, cima, cima, cima, direita.

Ao abrir a porta, o garoto acessa uma nova e extensa área subterrânea, no final dela você encontra um plug em uma parede, no fundo há um daqueles capacetes de controle mental, quando você desconecta o plug, a energia acaba, o capacete é desligado e o garoto caí imóvel assim como os humanos controlados por ele durante a gameplay quando eram desconectados.

cena-do-final-alternativo-do-jogo-inside

Teoria – A massa humana controla o garoto

Essa teoria é a mais aceitável entre os debates, não quer dizer que ela seja a definitiva, aliás, nenhuma teoria é a representação verdadeira da história.

Já que no final alternativo o garoto encontrou um plug que supostamente teria desligado o seu controle mental, alguém estaria controlando ele e muitos acham que quem faz isso é a enorme massa humana encontrada no final do jogo.

Na imagem a massa enorme de humanos.
Na imagem a massa enorme de humanos.

Antes do garoto ser absorvido pela enorme massa, note que ela tinha vários capacetes de controle mental conectados, indicando que ela estava controlando vários outros seres e provavelmente um deles é o garoto.

Por quê?

Você reparou que no final a massa saiu das instalações da empresa e parou de se mexer em um ponto iluminado perto do lago? De acordo com a teoria, os cientistas da empresa fizeram um experimento, não se sabe ao certo o que eles querem, mas pode-se perceber que foi planejada a chegada da massa no ponto perto do lago, isso pode ser visto em uma grande maquete no laboratório que mostra exatamente o lugar.

final-do-jogo-inside

Por que os funcionários fugiram em pânico?

Se foi realmente planejado, por que alguns funcionários fugiram em pânico e alguns chegaram a morrer?

Eles esperavam que a massa gigante iria de fato tentar alcançar o destino, mas eles não sabiam que iria ser naquele momento, por isso o pânico.

Foi tudo planejado

Eles queriam saber se o objeto de experiência iria conseguir atingir o objetivo e se iria usar a inteligência para isso, por isso eles construíram obstáculos para a saída da massa, mas tudo ocorreu mais rápido do que eles imaginavam e por isso eles tiveram que ajudar um pouco.

os-cientistas-observando-a-massa-humana-no-jogo-inside

Durante o caminho alguns funcionários ajudaram a massa a entrar em um grande tanque que leva até a saída. Note que a massa precisa arrancar as paredes do tanque para sair, se os funcionários quisessem realmente trancar ela, eles teriam reforçado mais o tanque ou enviado ela para longe da saída.

o-monstro-de-inside
Pânico! Em um ato de desespero, um homem tenta trancar a massa.

Uma evidência de que as pessoas estavam de fato observando friamente a grande massa, foi o fato de haver uma porção de pessoas assistindo quando ela era jogada no tanque que leva até a saída.

as-pessoas-trancando-a-massa-no-tanque-de-insideSe as pessoas queriam trancar ela por medo, se elas queriam evitar mais mortes, você acha que teriam tantas pessoas assim tão perto dela assistindo? Eu acho que não, isso mostra que eles confiam em sua experiência e sabem que ela não foi programada para machucar ninguém, mas sim, somente usar a inteligência para sair da empresa.

E o final alternativo?

Se a massa controla o garoto, por que é possível que ele chegue a se desligar antes mesmo de chegar até ela e libera-la para seu objetivo?

Pode ser que a enorme massa humana estava de certa forma indecisa, por um lado ela queria continuar com a experiência ao qual foi programada, mas por outro ela desejava o fim de sua existência antes de terminar os experimentos.

Por que o garoto?

Se a massa queria escapar, por que ela não controlou um daqueles humanos zumbificados para liberá-la?

Nenhum dos zombies tinha capacidade para completar essa missão, nem mesmo o garoto ou garota com cabelo grande que ficava naquele tanque de água, afinal de contas ele (a) não podia nem sair da água.

garoto-ou-garota-de-cabelo-grande-do-jogo-insideO garoto seria um ser mais evoluído que ficou mais capacitado ainda quando o (a) cabeludo(a) inseriu o dispositivo de controle mental a mando da grande massa humana.

Por que tentam impedir o garoto?

Tudo bem, então a massa estava controlando o garoto para poder escapar da empresa porque foi para isso que ela foi programada, então por que os mesmos cientistas ou funcionários tentaram impedir o garoto de prosseguir?

Motivos possíveis:

1 – Eles não sabiam que o garoto estava sendo controlado pela massa.

2 – Eles queriam impor obstáculos para saber se a massa seria inteligente o bastante para se libertar passando pela segurança da empresa.

Pessoalmente, acredito que faz sentido mais o motivo 1 do que o 2, afinal de contas os cientistas ou funcionários nem olhavam direito para o garoto quando ele chegou perto do vidro da massa humana.

o-garoto-do-jogo-inside-perto-do-tanque-da-massa

Se eles soubessem, iriam ao menos olhar o garoto procurar uma forma de acessar a massa e ajudá-la em sua fuga, eles somente olharam ele com dúvidas e continuaram observando a massa.

Conclusão e suas opiniões

Na minha opinião essa teoria tem muitos furos, a começar pelo seu princípio, o de que a massa está controlando o garoto desde o início. Quer defender essa teoria? Quer conversar sobre ela? Quer atacar a teoria? Deixe suas opiniões na seção de comentários logo abaixo.

Certamente irei fazer um novo artigo com outras teorias, essa não é a única, quando fizer deixarei o link dela aqui.

Para eu saber que o assunto é interessante e para que eu apresse a postagem das novas teorias, curta essa página.

12 Comentários (Os comentários são aprovados manualmente pela admin do site e por isso não aparecem de imediato)

  1. Gostei dessa teoria, mas você falou que não acredita nela, queria muito saber qual a teoria que você acredita, na internet só tem sobre essa teoria…

  2. Eu acredito que o jogo se trata de uma alegoria a respeito de um regime comunista, muito bem engendrada alias:

    – O verme no porco se trata da fome e de como a fome pode te controlar; além de fazer uma referência ao livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell, que é uma crítica/sátira justamente ao regime comunista, onde porcos em uma fazenda inicial um regime inicialmente comunitário, onde todos são iguais perante as leis e desfrutam dos mesmos benefícios, mas que ao fim se torna cada vez mais ditatorial, com a desculpa de que: “Todos os porcos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.” Reparem que a parte do porco ocorre justamente na região agrícola, justamente para se arremeter a isso, e também os diversos porcos mortos em um montículo; imagino que de fome.

    – Os zumbis são pessoas controladas pelo governo/ordem, uma crítica ao que um governo comunista faz com as pessoas, as aliena e as controla; a sequência de televisores em diversos momentos está ai justamente para mostrar que é a partir da mídia que eles criam esse controle, fazendo uma lavagem cerebral progressiva que faz a sociedade se tornar cativa ideologicamente. As ruas infestadas se acéfalos esta ai para mostrar que tudo tem um alcance muito maior do que apenas dentro das imediações da fábrica. Isso é claramente uma característica comunista, basta ver como funcionam regimes similares em países como Venezuela, Coréia do Norte, a antiga União Soviética e até mesmo aqui no Brasil (pessoas que mesmo com a prova cabal na cara, insistem em defender o governo e seus governantes comunistas, vulgo PT e cia).

    – O controle dos zumbis (que em sua maioria são pessoas pelo que pude perceber) é uma referência de como estes indivíduos estão com a cabeça tão oca que podem ser controlados facilmente até por uma criança. A “fábrica de idiotas” está ai para mostrar que estes zumbis são produzidos em massa e de forma centralizada.

    – O menino inicialmente da a entender que está fugindo do regime, mas conforme ele penetra na história, percebemos que o objetivo dele é justamente este. Daí o nome “Inside”, ir para dentro… cada vez mais para dentro, para libertar a “mente coletiva” em forma de monstro, mas acaba sendo absorvido e se tornando parte dela (parte do sistema), no fim ele mantêm sua vontade de fugir, conseguindo controlar o “corpo compartilhado” e ir o mais longe possível, até morrer na praia sob a luz que lhe deu esperança todo o jogo; reparem que os checkpoints estão ai justamente para isso.

    – A maquete é para dizer que é tudo planejado, um controle social e mundial; toda a parte do laboratório é para mostrar que é tudo uma experência social, utilizando pessoas.

    – O final alternativo tenta dizer que é desconectando-se do controle que ele se vê livre, mas percebem que só é possivel fazer o segundo final após chegar ao fim do jogo e retornar para a parte agrícola (a parte do progresso, a parte capitalista), mas o garoto já havia ido longe demais, e mesmo retornando, ao desconectar o “grande núcleo mãe” já é tarde para ele, ela já havia se tornado parte do sistema, e destruindo o sistema, ele destruiu a si mesmo.

    Ao menos é como interpretei a história, não dá para acreditar que se trata de algo tão superflúo como “um mundo fantasioso”.

    • Olá, nossa essa teoria sua foi incrível, faz muito sentido tudo que você falou eu não duvidaria que os criadores do jogo tenham pensado nisso para fazer o game, se eu conhecesse este livro talvez eu já tinha pegado a referência também, muito obrigada por compartilhar essas informações, deu até vontade de incluir ela no texto, mas você não deixou nem o seu nome para eu colocar como créditos, bom, espero que outras pessoas parem para ler o seu comentário também 🙂

    • Que teoria mais burra, de criança que não entende nada de política, se informa através de uma bolha (acompanhando blogs e gurus de internet conservadores) e tenta encaixar absolutamente tudo numa teoria retardada anticomunista.

      Na verdade o jogo faz clara referência ao capitalismo. Quem controla a todos não é o Estado, mas claramente uma EMPRESA. Os “zumbis” estão sempre vestidos como trabalhadores, enquanto os dominadores estão vestidos de terno e gravata, representando a divisão de classes, em que os engravatados capitalistas comandam os trabalhadores e os exploram de maneira vil.

      Durante sua missão, o menino sempre se alia aos trabalhadores para alcançar seus objetivos e poder chegar finalmente à massa humana que, toda unida, começa a destruir todo o sistema. Claramente aquela massa deformada representa o resultado da exploração dos empresários, até chegar ao ponto em que ela se revolta e alcança sua liberdade.

      Sua análise não faz nenhum sentido, se fosse uma critica ao comunismo não faria nenhum sentido o personagem sempre se aliar aos trabalhadores para derrotar os dominadores, nem assimilar-se à massa humana. Ao longo do jogo o protagonista se depara com pessoas despedaçadas, zumbificadas, completamente humilhadas pelo sistema, enquanto uma corporação controlada por engravatados e seus familiares dominam tudo. O protagonista aparece como um libertador, tirando os trabalhadores zumbificados das jaulas e libertando a massa humana no final.

      Você nunca deve ter lido A Revolução dos bichos, pois nem ao menos compreende que esse livro é uma crítica ao stalinismo e ao capitalismo, já que George Orwell era TROTSKISTA! O livro deixa claro que tanto o stalinismo quanto o capitalismo são péssimos regimes, e ao final do livro o Napoleão, o porco stalinista, se torna um aliado do fazendeiro, que é a representação do capitalismo no livro.

      Alienado que não entende nada de política é foda!

      • Oh, faz sentido ser uma crítica ao capitalismo, eu sou bem ignorante nesta parte por isso tenho uma dúvida, por que você disse que não tem fundamento ser uma crítica ao comunismo pelo fato do personagem se aliar aos trabalhadores pra derrotar os dominadores?

        • Oi Bruna. Certamente faz bem mais sentido a crítica ser ao capitalismo do que ao comunismo e esse fator dos trabalhadores é fundamental para se entender isso.

          Respondendo a sua pergunta, o trabalhador é a grande vítima do sistema capitalista, quando se fala em trabalhador/proletário/operário na situação de explorado/humilhado, normalmente se está fazendo uma crítica ao capitalismo, já que o comunismo tem como base colocar essas pessoas numa situação melhor, ao invés de tratar como pura mão de obra; é o que acontece no sistema atual e o que o jogo parece criticar.

          Contudo eu não vejo isso como o tema principal do jogo, só algo embutido mesmo.

          Definitivamente os experimentos estão sendo feitos por uma EMPRESA, não me parece como algo governamental não, muito menos uma paródia do sistema comunista.

          Valeu 🙂

          • Olá Snail, obrigada por esclarecer um pouco mais, nossa eu tinha uma visão errada, eu realmente não sei nada sobre esses sistemas, pelo menos nada além do que vejo na TV (o que é uma péssima ideia confiar na TV, hahaha), se vc ou alguém que tiver lendo tiver algum livro legal para indicar sobre o capitalismo/comunismo suas diferenças ou só sobre o comunismo, por favor deixe o nome da obra no comentário, 🙂

  3. Acredito na teoria que rola da revolução, acho que este era o objetivo dos criadores inicialmente. Para quem tem o mínimo de conhecimento social político consegue compreender isso. É tudo uma metáfora ao que ocorre em um regime comunista.

    – O verme no porco se trata da fome e de como a fome pode te controlar; além de fazer uma referência ao livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell, que é uma crítica/sátira justamente ao regime comunista, onde porcos em uma fazenda inicial um regime inicialmente comunitário, onde todos são iguais perante as leis e desfrutam dos mesmos benefícios, mas que ao fim se torna cada vez mais ditatorial, com a desculpa de que: “Todos os porcos são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.” Reparem que a parte do porco ocorre justamente na região agrícola, justamente para se arremeter a isso, e também os diversos porcos mortos em um montículo; imagino que de fome.

    – Os zumbis são pessoas controladas pelo governo/ordem, uma crítica ao que um governo comunista faz com as pessoas, as aliena e as controla; a sequência de televisores em diversos momentos está ai justamente para mostrar que é a partir da mídia que eles criam esse controle, fazendo uma lavagem cerebral progressiva que faz a sociedade se tornar cativa ideologicamente. As ruas infestadas se acéfalos esta ai para mostrar que tudo tem um alcance muito maior do que apenas dentro das imediações da fábrica. Isso é claramente uma característica comunista, basta ver como funcionam regimes similares em países como Venezuela, Coréia do Norte, a antiga União Soviética e até mesmo aqui no Brasil (pessoas que mesmo com a prova cabal na cara, insistem em defender o governo e seus governantes comunistas, vulgo PT e cia).

    – O controle dos zumbis (que em sua maioria são pessoas pelo que pude perceber) é uma referência de como estes indivíduos estão com a cabeça tão oca que podem ser controlados facilmente até por uma criança. A “fábrica de idiotas” está ai para mostrar que estes zumbis são produzidos em massa e de forma centralizada.

    – O menino inicialmente da a entender que está fugindo do regime, mas conforme ele penetra na história, percebemos que o objetivo dele é justamente este. Daí o nome “Inside”, ir para dentro… cada vez mais para dentro, para libertar a “mente coletiva” em forma de monstro, mas acaba sendo absorvido e se tornando parte dela (parte do sistema), no fim ele mantêm sua vontade de fugir, conseguindo controlar o “corpo compartilhado” e ir o mais longe possível, até morrer na praia sob a luz que lhe deu esperança todo o jogo; reparem que os checkpoints estão ai justamente para isso.

    – A maquete é para dizer que é tudo planejado, um controle social e mundial; toda a parte do laboratório é para mostrar que é tudo uma experência social, utilizando pessoas.

    – O final alternativo tenta dizer que é desconectando-se do controle que ele se vê livre, mas percebem que só é possivel fazer o segundo final após chegar ao fim do jogo e retornar para a parte agrícola (a parte do progresso, a parte capitalista), mas o garoto já havia ido longe demais, e mesmo retornando, ao desconectar o “grande núcleo mãe” já é tarde para ele, ela já havia se tornado parte do sistema, e destruindo o sistema, ele destruiu a si mesmo.

    Ao menos é como interpretei a história, não dá para acreditar que se trata de algo tão superflúo como “um mundo fantasioso”.

Deixe um comentário

Please enter your comment!
Please enter your name here